Chris Donizete - Jornalista, Editora e Escritora

Sempre fui apaixonada por livros.

Mesmo quando ainda não os lia, já os apreciava. Fui alfabetizada aos 5 anos por uma prima que fazia o Magistério e eu era sua aluninha, mas a literatura entrou em minha vida de fato, quando fui passar férias com a minha tia, a Lia, e fiquei de frente com uma biblioteca imensa que havia na casa onde ela trabalhava. Me lembro de sua patroa me perguntando se eu sabia ler (me testando) e eu dizendo que sim…

Ela não acreditando, me deu um livro para ler. Era o livro Soprinho, de Fernanda Lopes de Almeida. O ano era 76 e ficou marcado para sempre em minha memória, pois foi o primeiro livro que ganhei na vida.

O livro tem este poder, transformar, enriquecer, marcar e acima de tudo, trazer boas lembranças…

Eu sou Chris Donizete, jornalista por formação, editora por paixão e escritora por consequência. O meio em que vivo me faz amar os livros cada dia mais, mas existe uma historinha antes de tudo… Se quiser ler um pouco mais, rola pra baixo!

Vamos lá?

Sou paulistana, filha da Dona Maria, uma mulher guerreira e sábia, que mesmo não tendo as oportunidades, fez com que elas surgissem para mim. Sou grata e dedicada, pois sua história de vida me transformou.

Meu primeiro emprego foi em uma loja, Bazar Bebê da Lapa, no Bairro da Lapa (claro), em 1985, onde vendia lãs e linhas, enxovais infantis e ali aprendi que relacionamento era tudo e que a educação que eu recebia da minha mãe ia fazer toda a diferença. Eu era simpática e educada, sabia tratar a todos com respeito e minhas vendas só cresciam. Com apenas 14 anos batia minhas metas de vendas todos os meses. Foram 4 anos de muito crescimento.

Em 1990 fui trabalhar em uma Lotérica e mais uma vez o relacionamento se fazia imprescindível. Nós lidamos o tempo todo com pessoas e elas nos trazem suas histórias, como boa ouvinte que era, me tornava querida para estas pessoas que iam fazer jogos, comprar bilhetes de loterias, mas que muitas vezes só queriam conversar. Quando a lotérica foi vendida, decidi que era hora de buscar novos rumos.

Em 1994, minha tia Lia me indicou para trabalhar em um jornal de bairro que também ficava na Lapa. Era a famosa Rede A de Jornais de Bairro. Ali, além de aprender muito, fiz amigos para a vida, que são valiosos tesouros. Por estar no meio impresso, iniciei a minha primeira faculdade e escolhi Letras por ser uma apaixonada por literatura. Infelizmente a empresa faliu e eu não a conclui… Porém a vontade de crescimento já pulsava forte no meu coração. Nesta empresa fiquei por quase 8 anos e muitos amigos brincam comigo dizendo que eu fiquei para apagar a lua, afinal, a empresa havia quebrado… A empresa já não existe, mas as lembranças são muitas!

Fui convidada para trabalhar em uma agência de publicidade, a Novo Horizonte e outro universo se abriu para mim. Os classificados davam muito dinheiro. Fui a muitos eventos, conheci todos os principais jornais, seus formatos, cadernos, tabelas de preços… Uma agenciadora de publicidade tinha de estar informada, antenada e ter muito relacionamento, muito mesmo, principalmente numa época que a internet não existia. Não fiquei tanto tempo, pois migrei novamente para a segurança do mercado que eu já conhecia: Jornal Impresso.

Em 2002, novamente trabalhando em jornal de classificados de empregos, Novo Emprego, mais conhecido como O Amarelinho, fui galgando minha carreira: fui vendedora interna, depois externa, passei à supervisora e sai como gerente comercial. Foram bons anos, principalmente financeiramente. Lá, tive a oportunidade de participar do Comitê Gestor da Qualidade, implementamos uma certificação muito importante, a ISO 9001 – da qualidade e me certifiquei Auditora Interna da Qualidade pela SGE.

Sai em 2011 e abri minha própria empresa, também no ramo de classificados. Infelizmente em apenas 2 anos quebrei… O advento internet mudou muito o mercado de um modo geral, principalmente o que eu atuava e a maneira como as pessoas procuravam emprego também mudou. Aliado a isso, uma equipe despreparada, um divórcio e doenças em família, me abalaram muito.

Em 2013 uma amiga me convidou para trabalhar numa editora. Adivinhem? Me apaixonei pelo mercado editorial e cá estou, com a minha própria editora. Já são 8 anos de uma vida com propósito, fazendo o que mais amo e ajudando autores a realizarem os seus sonhos. Neste meio tempo também me tornei escritora e a cada dia me envolvo mais neste universo. Trabalhar com livros é assim: ou ama ou ama…

Neste período revisei centenas de livros, fui ghostwriter de 18, já publiquei uma centena deles como publisher e agora como editora-chefe.

Tenho autores que são meus amigos, tenho amigos que são autores. Alguns entraram para minha vida de forma ímpar (um deles fez o meu divórcio) e outros entraram para se tornarem inesquecíveis, como o Sidnei Salazar, que nos deixou há 3 anos.

Esta sou eu, uma apaixonada por livros, por autores e por boas histórias. Nascida no dia do escritor (25/07) e louca por chocolates. Se quer participar do meu mundo, venha me conhecer! Podemos tomar um café na editora mais aconchegante do planeta, com bolo e café. Que tal?

E ainda posso publicar o seu livro…

Museu da Pessoa

MULHERES EMPREENDEDORAS DA ZONA NORTE DE SÃO PAULO

Instituto Center Norte é uma organização sem fins lucrativos, criada pela Cidade Center Norte, e tem a finalidade de ajudar a melhorar a qualidade de vida e a renda dos moradores da Zona Norte de São Paulo (SP).

ICN tem como uma de suas estratégias a atuação em rede, promovendo a aproximação, o diálogo e a conexão de diferentes atores sociais. Dentro dessa vertente, o Instituto conectou dois dos projetos que apoia, visando ao fortalecimento territorial: o programa “1000 Mulheres”, em parceria com o Sebrae, que capacitou mil mulheres da ZN em empreendedorismo, e o Museu da Pessoa, acervo digital de preservação de histórias de vida.

Aqui você confere o resultado desse match, em que 30 mulheres enfrentaram seus próprios medos, venceram o grande desafio de empreender e compartilham suas histórias de vida para inspirá-lo ou inspirá-la a ousar conquistar.

CHRIS DONIZETE

“Quando eu entrei na faculdade, já era uma trintona, acho que era a mais velha da sala. Foi um mundo de novidades pra mim. Eu me achei ali e tive uma professora que me incentivou muito a escrever, me valorizou e me apoiava muito.”

Livros

Em formato de rimas, ‘MaríLia – a menina que não sabia que era preta’ ilustra a temática do preconceito adquirido com um olhar delicado para crianças

Com o objetivo de conscientizar as crianças desde cedo sobre a importância do diálogo sincero e aberto quando o assunto é racismo, e ciente de que uma pessoa não nasce preconceituosa, a jornalista, escritora e publisher da Soul Editora, Chris Donizete, lança o livro infantil ‘MaríLia – a menina que não sabia que era preta’, que narra a história de uma garota negra de sete anos que, juntamente com seus amiguinhos, vive experiências normais de crianças da sua faixa etária, inclusive o preconceito, ao descobrir o racismo pelo olhar de outra menina.

De uma forma educativa e composto por 42 páginas ilustradas por Fabiana Costa e Gabriela Hirota, e texto em forma de rimas, a obra coloca em pauta os “pré-conceitos” que compõem nossa sociedade acerca do que é certo e do que é errado, do bonito e do feio, das diferenças culturais e raciais, além de destacar a importância da família na modificação deste cenário. É um livro para educadores e pais e filhos lerem juntos, visando o próprio lar como início para a quebra de todos os tipos de preconceitos. O nome da personagem “MaríLia” é a junção dos nomes Maria e Elyria, uma homenagem da autora Chris Donizete a sua mãe e a sua tia, responsáveis pela formação de seu caráter.

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