• AUTOR: João Evangelista 
  • EDIÇÃO: 
  • ANO: 2017
  • GÊNERO: Poemas
  • PÁGINAS: 74
  • IDIOMA: Portugues
 
VISÕES DE JOÃO MANOEL
A dupla imagem da poesia
 
 

Prefácio

Este é um Encontro único. Inédito. Manoel de Barros faz "Ensaios Fotográficos" com seus versos. João, mergulhado poeticamente na fotografia e vice-versa, traz o diálogo essencial com o poeta das águas e das coisas miúdas. Fotografia e poesia são a mesma coisa, puro encantamento. Os poetas não chegaram a se conhecer pessoalmente, mas dialogam intensamente no campo da poesia e, nesta conversa de pássaros, fazem uma obra completa e lírica. São visões de quem enxerga além, indo ao mundo fantástico escondido atrás das pequenas coisas, consideradas "desimportantes" pelo cidadão comum. Nesse encontro surge uma terceira pessoa, fusão mágica de intensidade e leveza. Surge o João Manoel, personagem-poeta que dialoga com o mundo e com seus dois eus, e nesta me tamorfose transforma tudo em poesia.

Assisti ao nascimento desse belo livro e o li várias vezes na casa de João Evangelista. Agora, a obra chega ao público como homenagem, não só ao poeta, que nos deixou no dia 13 de novembro de 2014, mas à poesia.
 
Jairo Fará,
Jornalista e escritor

 

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Biografia do Autor:

Quem é João Evangelista 
 

O autor nasceu dentro de uma escola rural e cresceu abraçado aos livros e em contato com a natureza. Com sua mãe, professora, aprendeu as primeiras letras e o gosto pela leitura. Com seu pai, agricultor, com quem executava as pequenas tarefas do campo, descobrir paisagens mais densas e profundas, aprendeu o nome das coisas, dos rios, dos peixes, das árvores, a serventia das plantas e as pequenas tarefas do campo. Assim, descobriu desde cedo que as palavras fazem morada em todas as coisas e todas as coisas podem ser motivo de poesia.

Além de atuar como jornalista, ao longo de sua vida, foi professor em cursos primários, médio e superior. Despertou-se para a literatura ainda jovem e, desde então, apesar das dificuldades inerentes à pratica da escrita em nosso pais, produz e publica com regularidade. Seu livro de estreia foi "O Avesso da Pedra" — coincidentemente em 1984.

Também é compositor e fotógrafo, atividades que têm como base, eixo e norte a literatura, a qual dedica todo o seu tempo. Todas estas experiências se transformam em palestras, saraus e oficinas que o autor ministra com muita disposição e alegria.

Para o autor, educação e cultura são insuperáveis e ambas só se desenvolvem verdadeiramente em um ambiente criativo, fundado na liberdade, na sensibilidade e na afetividade.

Desde quando, aos dezoito anos, publicou seu primeiro poema no jornalzinho do colégio onde estudava em Arcos, sua terra natal, nunca mais parou de escrever. Esta luta incessante com a palavra poética e a busca de novas linguagens, através da leitura, do estudo e da pesquisa, resulta em uma obra ao mesmo tempo extensa, consistente e interessada pela diversidade da vida e do mundo.

Além de projetos literários, que optam por poemas longos sobre um tema específico, o autor possui uma obra formada por poemas avulsos, ensaios, artigos, crônicas publicados em jornais, revistas, blogs, sites.

Grande parte dessa vasta produção, entretanto, ainda esta inédita. No ano passado estreou na literatura infantil com as obras "O Baile das Letras" e "Poesia para que serve?".

Com "Visões de João Manoel — A dupla imagem da poesia, seu mais novo livro, o autor reafirma seu compromisso com a arte e com a vida, através da palavra poética e ética. Realiza um diálogo inédito e, de certa maneira, insólito, com Manoel de Barros, um dos poetas brasileiros mais reconhecidos e consagrados da atualidade. Se de um lado, este livro, previamente lido e aprovado pelo poeta mato-grossense, nasceu das semelhanças entre as origens rurais dos dois autores, de outro, foram as diferenças e a admiração que motivaram estas páginas povoadas pelas visões de João Manoel, personagem imaginante, sempre abertas e inesgotáveis, como inesgotáveis são a curiosidade e as multivariadas visões de seus possíveis e futuros leitores.

Livros publicados:

·         Impressões de Aurora", fotografias

·         O Avesso da Pedra - 1984.

·         Mutação dos Barcos - 1988.

·         A Oeste das Letras - 1998.

·         Transversias - 2005.

Infantis:

·         O Baile das Letras - 2015.

·         Poesia, Para que Serve? - 2015.

Antologias:

·         Fala Irregular- 1982.

·         Signopse - A Poesia da Virada do Século- 1995.

·         Memórias &Passageiras

·         De um Tempo- 2015.

·         A  poética da madrugada-2016.

·         Encontros/ Desencontros- 2017.

Cordéis:

·         A Verdadeira História do Bandido da Cartucheira -  1976.

·         O Desafio do Rio - 1977

·         Os Irmãos Piriá - Uma Guerra No Sertão- 1978.

·         A Peleja do Jornalista Mineiro Pela Viola Afinada - 1981.

·         Nossa Senhora das Águas - 2006.